segunda-feira, 11 de abril de 2011

Japão, Realengo & Revoluções

Desse jeito fica até parecendo que abandono o blog de propósito bem nos dias que acontecem catástrofres como essas do Japão e da escola de Realengo no Rio de Janeiro, além das revoluções e ataques dos países da Líbia, Síria, Iêmen, Egito, Tunísia, Bahrein, Kuwait, Argélia, Jordânia e Costa do Marfim. Mas é lógico que é coincidência, pois senão eu não teria uma categoria no blog justamente para falar sobre isso. E eu só não falei sobre tudo isso antes porque eu nem entrar no blog, estava entrando (vide os 3 últimos posts que foram programados e eu até me assustei quando entrei aqui e os vi, já que eu não lembrava mais deles). Comentários depois do pulo.

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Tsunami
Hoje completa um mês que o terremoto e a tsunami atingiram o Japão deixando cerca de 13 mil mortos e 2.300 refúgios temporários abrigando mais de 153 mil pessoas. O terremoto de magnitude de 8,9 graus na escala Richter deslocou o eixo da Terra em quase 25 centímetros.

Usina de Fukushima
Fora isso as explosões na usina de Fukushima acarretaram uma série de protestos tanto no Japão como em outros países que usam energia nuclear. A radiação do iodo no mar já super 5 milhões de vezes o limite, além de plutônio também ter sido detectado no terreno da usina.

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E.M. Tasso da Silveira
Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos era ex- aluno da Escola Municipa Tasso da Silveira do bairro Realengo na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Na manhã desta quinta-feira (7), ele chegou na escola dizendo que daria uma palestra e entrou nas salas de aula atirando contra os alunos até que foi atingido pelo Sargento Alves e se suicidou.

Carta
12 crianças morreram (10 meninas e 2 menino) e 13 ficaram feridas (10 meninas e 3 meninos). As crianças têm idades entre 12 e 14. Após o ataque no dia seguinte, cerca de 100 pessoas (amigos, familiares e até desconhecidos) se reuníram na frente da escola para cantar e rezar. Antes do ataque, Wellington escreveu algumas cartar, uma delas vocês podem ler clicando ao lado. Ele diz que "nenhum fornicador ou adúltero poderá ter contato com ele" e ainda que "a casa que ele deixou deve ser doada à alguma instituição que cuide de animais abandonados".

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Combatente rebelde
No caso, poderíamos dizer que a Costa do Marfim é o único país desse bolo que não está em guerra civil pelo mesmo motivo que os outros. A eleição presidencial, adiada por cinco anos, que ocorreu em 2010 tinha como objetivo restaurar a estabilidade e fortalecer a união do país africano, que acabou ficando dividido pela guerra civil de 2002-2003 e escancarando divisões entre o norte - leal ao governo - e o sul - controlado pelas Forças Novas - do país, causando uma onda de violência.

Manifestantes em protesto
Já sobre as revoluções podemos dizer que a Tunísia foi o estopim dessa série de revoluções  que está acontecendo com o objetivo de tirar os ditadores do poder. Na Tunísia o alvo era o ditador Zine el Abidine Ben Ali. Já no Egito, era o ditador Hosni Mubarak. Na Síria, o ditador Bashar al Assad e na Líbia, Muammar Gaddafi. No Iêmen, Ali Abdullah Saleh, no Bahrein, Hamad bin Isa Al Khalifa e na Argélia, o predidente Abdelaziz Bouteflika. Os únicos países que protestaram com o objetivo de derrubar os primeiros-ministros foram a Jordânia e o Kuwait. Na Jordânia, o primeiro-minitro Samir Rifai foi substituído por Maaruf Bakhit pelo rei Abdullah II e no Kuwait, o objetivo não era apenas tirar Nasser Mohammed Al-Ahmed Al-Sabah do poder, e sim tirar toda a família Al-Sabah. Em todos os países vários manifestantes foram mortos.

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Japão: É difícil saber qual dos acontecimentos que dá mais dor no coração: o terremoto, a tsunami ou a explosão na usina. O Japão é um dos países mais organizados, disciplinados e bem estruturados do mundo e ver uma coisa dessas é triste. Basta ver que mesmo depois de uma catástrofe como essa, eles ainda se preocuparam em como as notícias iriam chegar às crianças. E pensar que do outro lado do mundo, tem gente idiota, ignorante e fanática aqui mesmo do Brasil que tem coragem de falar uma besteira dessas.

Realengo: O que dizer de um ataque desses? Eu sinceramente nunca esperava algo desse tipo aqui. Se tivesse sido sei lá... nos EUA, eu provavelmente iria dizer que isso é comum mesmo, mas foi logo aqui onde o povo tem água de coco nas veias - como um conhecido disse - e é tão incapaz de ir contra a maré. Antes fosse ir contra a maré num protesto político, e não ir contra a maré num histórico de ataques como esse. E o pensamento constante de que, se ele já se inspirou em outros ataques (como os dos EUA, China ou Alemanha, por exemplo) ele também não poderia vir a ser inspiração para ataques futuros? Isso sem mencionar um ataque parecido que houve em um shopping na Holanda dois dias depois...


Revoluções: Desculpem, mas não vou falar sobre isso porque infelizmente a única coisa que lembro no momento é da piadinha da faixa de Gaza ("lá tá bombando") e como isso já é de suficiente mau gosto numa situação como essa é melhor eu nem falar mais nada...

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